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domingo, dia 4 de julho, tem Hannah23 na tirinha do leitor, na seção de quadrinhos.
Chama-se As Cidades, e são uma série de tirinhas que surgiram depois de duas leituras altamente marcantes na minha vida: As Cidades de Italo Calvino e Narrativas gráficas de Will Eisner.
Na versão online do jornal, link para toda a série aqui.
Hannah23
Não, não é a música do Seu Jorge, fiquem tranqüilos! É que o roteirista do Grande Livro Branco, Hélio Eduardo Lopes, foi entrevistado por Rodrigo Fonseca, repórter de O Globo, para uma matéria sobre o redesign da personagem feminina mais marcante do universo DC. Claro que o nome do GLB pintou nos créditos do Hélio, afinal, não dá para perder a oportunidade de falar desse trabalho.
Helio

veja reportagem completa aqui
A pergunta não é estapafúrdia, quando se trata do Livro Branco. Afinal, depois de criar um blog, um site, aparecer na FIQ de BH e dialogar com tanta gente, o Grande Livro Branco ficou meses sem dar sinais de vida.
Sim, ele estava hibernando.
Por conta do correr do dia-a-dia de seus autores se tornou impossível que vários dos projetos traçados para o GLB acontecessem. Inclusive, respostas para a sua publicação.
Uma hibernação, entretanto, traz coisas positivas. É nesse período que os excessos são digeridos e a mente se alivia para que novas idéias possam surgir. Nem que seja em como se devem ser as relações entre criadores e criaturas.
E que chegue logo a temporada do atum, pois há ursos com fome!
Helio
Julio Carvalho e Mauricio Planel, El Collagem não se conhecem. Mas tem algo em comum. A minha admiração e amizade.
Julio Carvalho é um excelente designer e ilustrador primoroso, rapaz boa praça, pai do João e da Ana, teve seu filme, “Contemporânimos” selecionado para o Festival de Annecy, na França.

Veja entrevista completa com ele no View Masterblog.
Mauricio Planel, o El Collage. é um dos mais brilhantes artistas que conheço. Teve seu portfólio publicado na revista Continente.

Hannah23
O Grande livro branco move-se parado.
Enquanto nada acontece, vamos digerindo as rotinas, elaborando os planos de fuga. Incondicional e extrema. Pois sem sonhar nada mais funciona. Vamos retomando a linha e as letras, e já apareceram as entrelinhas, o que veio antes ou talvez depois do tempo registrado no livro.
Enquanto isso, conheça alguns escritos do Hélio e alguns rabiscos da Hannah
Hannah23
Há vagas para o existencialismo nos quadrinhos desde que Winsor McCay (1869-1934) puxou os lençóis de Little Nemo pela primeira vez, em 1905. Só que o dorminhoco Nemo, cujo inconsciente dá formas circenses a seus sonhos de picadeiro, não teria malícia suficiente para compreender o que há de existencial nos arranjos de tintas e letras desta iguaria chamada “O Grande Livro Branco”. Para entender a ciranda do desassombro desfiada na embolada a dois por Hannah 23 e Hélio Lopes, nosso maroto Nemo precisaria de anos e anos de U2 e Tom Waits nos tímpanos, dos musicais de Alan Parker nas retinas, de pitadas de Clarice Lispector em desjejuns literários apressados e muitos gibis de Alan Moore. Temperadas com aceto balsâmico, alho-poró, Sartre e Bono Vox, as referências de H&H formam uma salada de folhas crespas capazes de traduzir com a prosódia do pop angústias e anseios de quem recusa o fixismo, o marasmo e a preguiça. “O Grande Livro Branco” é verbo de ação. Na primeira do plural. Inclua-se nela.
Este é um trecho, da resenha feita por Rodrigo Fonseca, leia a resenha completa aqui.
Está no ar a matéria que o Pedro de Luna fez com O Grande Livro Branco, com direito a spread inédito!
Estamos caminhando em busca de uma editora, ajudem a divulgar!
Veja a matéria completa

Bem, amigos…
A FIQ acabou, mas ainda não tivemos como colocar todo o material que fizemos por lá.
Mas queremos aproveitar este post para agradecer a todos aqueles que reencontramos ou conhecemos e que tiveram acesso e dispuseram de seu tempo para ver as páginas do Grande Livro Branco.
Roberto Ribeiro (criador do FIQ e editor da Casa 21), Gual (HQ Mix), David Campiti (Glass House), André Conti (Cia das Letras), Claúdio (Zarabatana), Ivan (organização do FIQ), S. Lobo (ex-Desiderata e autor de Copacabana), Wellington Shrbek (autor de Estórias Gerais), Mario Cau e Ana Recaldi (Quarto Mundo) … Nossa, foi bastante gente. E nem deu pra citar todos aqui.
Durante a semana ainda colocaremos imagens e vídeos do FIQ, mostrando mais alguns momentos desse evento que foi tão importante para o Grande Livro Branco.

Dono de tantos traços e estilos diferentes, José Aguiar lançou Ato 5, seu mais recente trabalho, durante a FIQ, participando também de uma tarde de autógrafos no sábado.
Roteirista e desenhista, o versátil autor teve, na segunda, um debate de conteúdo bem interessante.
Durante a FIQ, ele leu o Grande Livro Branco.
Aguiar se mostrou bastante surpreso com a forma utilizada para apresentar a graphic novel e engrossou o coro de pessoas que está torcendo bastante para que o GLB seja publicado.
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Ele não foi uma das figuras mais badaladas do FIQ. Chegou de fininho, falou pouco. Mas seus comentários foram ouvidos por muitos artistas que lhe apresentaram o portifólio e fizeram com ele um curso, em paralelo com a FIQ, que aconteceu nos dias 11 e 12 de outubro, em BH.
Seu nome é David Campiti, o head honcho da Glass House Grphics, um agente internacional que veio ao país para buscar novos talentos. E saiu impressionado com o que viu.
Cerca de 20 pessoas mostraram seus desenhos e sonhos para Campiti. A todos ele atendeu com o mesmo profissionalismo, orientando no que era necessário para tornar seus trabalhos mais próximos do mercado. E, pelo menos dois deles saíram de lá com a promessa de um contato em breve para trabalhos.
Quanto vale para um artista ouvir os conselhos de alguém como David? Muito!
Por outro lado, fica a pergunta: o quanto os sonhos precisam ser orientados? Difícil resposta. Só se sabe que conhecimento nunca fez mal a ninguém que o transformasse em sabedoria.
O que você deve estar perguntando dever ser: “E o Livro Branco? Você mostrou ou não?” A resposta é: sim.
David Campiti disse ter gostado muito do que viu, que acredita ser esta uma graphic novel voltada para o mercado franco-belga (o que nós também acreditamos desde suas primeiras páginas), mas que algumas editoras norte-americanas e canadenses, que trabalham material mais alternativo veriam o GLB com grandes e bons olhos.
Recebemos dele a indicação para entrar em contato, com o seu aval, e buscar tais editores, assim que a tradução para o inglês estiver finalizada.
Não importa quão distante esteja um objetivo sonhado. Se acreditar e trabalhar, o próprio sonho pode te levar para lá.

Templo do consumo moderno, onde se encontra de tudo e, com um pouco de sorte, um pedacinho de cada canto do mundo, o supermercado acabou na FIQ. Como não poderia deixar de ser, ironizado.
A obra interativa dos franceses Cizo e Frederic Felder, quadrinistas da Associação Criativa Requins Marteaux, transformou caixas e latas de diversos tamanhos em produtos humoristicamente incorretos.
O mais legal é poder, fisicamente, passear entre as prateleiras, pegar nos produtos e ver como uma simples, mas genial idéia, pode botar a gente pra pensar.
Do Kit de Recolhimento de Esperma Maria Chuteira ao açúcar refinado Ad10s, o que se vê diverte e faz a gente pensar em tudo o que está à venda nas prateleiras: comida, conhecimento, diversão… Por enquanto, almas ainda não estão em liquidação.
Mas o conhecimento é produto cada vez mais escasso.

Autor de Quadrinhofilia, entre tantas HQs independentes que vem chamando a atenção do mercado nacional, José Aguiar fará hoje um bate-papo relâmpago no auditório do Teatro João Ceschiatti, às 14h.
Boas idéias tem o cara. O GLB se fará presente.

Um dos destaques desta edição da FIQ, Craig Thompson, foi o principal participante da última mesa de debate de sábado. Tímido, foi quase que sabatinado sobre sua autobiográfica graphic novel Retalhos, na qual fala de sua infância. “Seus pais gostaram?”, “Seu irmão, como se sentiu?”.
Para todos foi solícito e mostrou muito mais do que um autor de quadrinhos. Sua maneira de ver a vida, de entender e relevar diferenças de pontos de vista foi a grata surpresa do dia.
A maior prova de sua simpatia foi a monstruosa fila de autógrafos que se formou no estande da Companhia das Letras tão logo o debate acabou. Entre eles, eu, Hélio, a partir daquele bate-papo, um fã confesso do autor.
Tietando (e também twittando), não pude deixar de dar os parabéns a Craig por tudo que ouvi. E aí veio a segunda e melhor surpresa do dia.
Vi um dos melhores autores que já li, feliz e de olhos marejados pelos elogios que recebeu, (assim como eu mesmo fiquei) que me pediu parar tirar uma foto junto com minha mulher e nos abraçou calorosamente. O melhor momento de um dia de grande felicidade.
Tão grandioso e, ao mesmo tempo, tão acessível.
Grande exemplo, grande figura!

Curador do FIQ, dono da Casa 21, Roberto Ribeiro é um capítulo à parte na história da Festival Internacional de Quadrinhos. Eu, Hélio, roteirista do GLB tive o prazer de conhecê-lo. Como é bom para os quadrinhos nacionais ter um cara como ele à frente do Festival.
Quixotesco de corpo e alma, mas com um que de Sancho Pança, foi Roberto quem acreditou no evento e trouxe, desde seu início, nomes de peso para o FIQ. É por isso que, neste ano, vieram Liniers, Ben Templesmith, Maurício de Souza, Eddie Berganza, Waldomiro Vergueiro e Craig Thompson, entre outros.
Ao chegar à FIQ, Roberto foi um dos primeiros que avistei. Incansável, estava às voltas com seu joelho e problema de gota nem um pouco serena, que o vem incomodando no último mês. Mas estava lá, firme e forte, olhando sua cria.
Entre uma garrafa d’água e um sanduíche, combustíveis para a máquina futuramente fóssil, orientou em francês, Guy Delisle, para ir ao Teatro João Ceschiatti e me contou sobre a forte chuva que assolou BH na quinta-feira.
Foram necessárias horas de trabalho noturno para reposicionar estandes por conta dos estragos causados pela água. Mas, no amanhecer do dia seguinte, lá estava o FIQ, assim como seu curador, igualmente firme e forte.
Roberto é uma das pessoas que leu o GLB e disse que é um livro que merece ser publicado. Falou a respeito de plasticidade, de como gostou da beleza de suas páginas.
Sem dúvida, um feedback positivo e uma opinião de grande valor.

Como chegar num lugar onde não conhecemos ninguém, se apresentar e dizer:
”Oiiiii, tudo bom? Gostaria de te mostrar o meu trabalho.”
Sim, é mais ou menos assim que todo autor começa. Não poderia ser diferente com o GLB. Munido da habitual cara de pau que se deve ter quando se quer alguma coisa, lá se foi Hélio, o roteirista do GLB, para o FIQ – Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte.
Muita chuva. Assim foi o embarque no Galeão, Rio de Janeiro, rumo a BH. Lavando corpos e almas, como se os céus dissessem:”Tudo que atrapalha ficará aqui, limpo por mim. Boa sorte!”
Belo Horizonte tem ares inspiradores. Cidade acolhedora, de pessoas de fala macia e sorriso brando. Tudo é perto. “Logo ali.” Acho que também o coração do mineiro. Ô povo bom de conversa, sô. Em poucos minutos, a chance de se fazer novos amigos aparece.
GLB inseparável, na mochila. Vontades??? Muitas. Reencontrar bons amigos, fazer contatos e, claro, conversar com as pessoas certas para sonho se tornar papel pintado.
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Este blog fala das aventuranças de um livro em busca de sua publicação, do seu nascimento, do seu amadurecimento e de todas as páginas que foram escritas ao na vida dos autores ao longo de tudo isso.
Sinta-se em casa.
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